Bitcoin, papagaio-mor do reino, Azeredo Lopes, Hillary Clinton e Edward Snowden, na terra do monstro de “cinco olhos”.

Num blog anterior (aqui) referi a importância que os procedimentos de privacidade têm numa utilização segura do bitcoin. Como uma utilização descuidada permite que seja do conhecimento público, onde se gasta o dinheiro, o que se ganha e o quanto se possui. E o perigo que decorre de sermos identificados como um apetecível alvo de roubo.

Edward Snowden serve para expor as práticas de segurança que efetivamente resultam.

A utilidade do Papagaio-mor do reino, Azeredo Lopes, Hillary Clinton já é mais subjetiva. A ideia é que sirvam de contraponto às boas práticas de Eric Snowden, mas não sei se ilustram ignorância, incompetência, desleixo ou se mesmo estupidez. Retenhamos os factos e deixemos a qualificação para o juízo de cada um.

O monstro dos “cinco olhos” serve para descrever o mundo moderno em que sofremos cibervigilância quer de malfeitores quer dos governos. A designação dos “cinco olhos” surge com os esforços desenvolvidos, por cinco países, Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos (Agência Nacional de Segurança norte-americana,NSA) no sentido de sabotarem os sistemas de encriptação adotados mundialmente e realizarem programas de cibervigilância e espionagem (Echelon). Embora tenham tido notoriedade publica os casos de espionagem sobre a Angela Merkel e a Petrobras, Obama deu continuidade ao programa alegando que é uma ferramenta fundamental para proteger os EUA de ameaças terroristas.

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Funcionalidade versus Privacidade – o futuro do bitcoin

Não há qualquer dúvida que a primeira escolha das pessoas é a funcionalidade, deixando para segunda consideração as questões da privacidade e da proteção de dados. A dimensão desta opção pode ser ilustrada pelo facto de 9 em cada 10 pessoas ligarem-se a qualquer rede wifi pública que esteja disponível.

Vejamos o caso da criptomoeda bitcoin (BTC) e percebamos até que ponto a falta de anonimato é compensada pela facilidade de transação (liquidez). Até que ponto as pessoas se satisfazem com privacidade e prescindem do anonimato? Dando o sentido de anonimato à incapacidade de associar o dinheiro à pessoa até ao ponto de impossibilitar uma investigação policial, enquanto a privacidade entendida como ocultação da transação a terceiros por pseudonimização, embora com a fragilidade suficiente para os poderes de investigação fortes, com os dos Estados, conseguirem quebrar a privacidade.

Antes de mais convém percebermos como é importante a privacidade para as criptomoedas.

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Pode ser que em 2021 seja melhor

O dia Internacional da Privacidade de Dados foi instituído em 2006 pelo Conselho da Europa, tendo em vista a sensibilização das pessoas relativamente à importância da privacidade e promover a proteção dos dados pessoais. Esta data foi escolhida em memória do dia 28 de Janeiro de 1981 em que se estabeleceu a Convenção 108 do Conselho da Europa, para a proteção das pessoas relativamente ao tratamento automatizado de dados de carácter pessoal.

Embora atento às iniciativas portuguesas de sensibilização para o dia internacional da proteção de dados, de momento, só tenho noticia do evento da IAPP.

A nível internacional, para além da IAPP, continuam a destacar-se as iniciativas da Stay Safe Online (aqui).

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